O que um Onix RS e um Camaro 1967 têm em comum?

Rodrigo Mora

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigomobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos – com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

Colunista do UOL

31/10/2020 08h00

(SÃO PAULO)Há um abismo cronológico, geográfico e tecnológico entre Onix e Camaro. O hatch foi lançado em 2012 sobre a plataforma GSV (Global Small Vehicle) e, há um ano, evoluiu (e muito) para a arquitetura GEM (Global Emerging Markets), que a Chevrolet desenvolveu em conjunto com a chinesa SAIC e que também serve ao Tracker.

Em setembro de 1966 o Camaro (já na linha 67) estreou, sobre a plataforma F-body. Que era dividida com o “primo” Pontiac Firebird e composta por um chassi auxiliar na dianteira – suporte para motor, suspensão, direção e transmissão – e uma estrutura monobloco da cabine para trás.

Não poderiam ser mais antagônicos.

O curioso ponto em comum entre o hatch urbano brasileiro e o pony car americano é que ambos inauguraram, tanto lá quanto aqui, a versão RS – que, nos dois casos, é apenas incremento visual.

Um Onix RS se difere de um LTZ, de onde parte, com aerofólio traseiro, saias laterais, spoiler traseiro, grade dianteira exclusiva e rodas de 16 polegadas idem. Na cabine, moldura das saídas do ar-condicionado e costuras dos bancos e do volante em vermelho dão o clima.

Motor 1.0 (turbo, 116 cv e 16,8 kgfm de torque), ajustes de suspensão e direção estão intactos. Não se pode sequer optar pelo câmbio manual. É somente o (bom) automático de seis marchas e ponto.

Camaro RS x SS

Um Camaro RS não era muito diferente de um Onix RS, ao menos na proposta. O cliente primeiro escolhia os motores – um 3.8 seis-cilindros em linha de 140 cv ou um 5.4 V8, de 210 cv ou 275 cv – e então, caso desejasse, aplicava o pacote Rally Sport, composto por: moldura lateral inferior da carroceria, listras, emblema “rs”, conjunto ótico diferenciado e, o mais legal, faróis ocultos pela grade quando desligados.

Se quisesse um Camaro mais esportivo, teria que optar pelo SS, equipado com um 5.7 V8, de 295 cv. E que também podia receber o tratamento estético. “Imagine como seria um SS 350 se você o encomendasse com um pacote RS. Quer? Você pode!”, deixava bem claro o catálogo de época do modelo.

Alguém aí também pensou em um Onix SS?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Fonte: https://www.uol.com.br/carros/colunas/mora-nos-classicos/2020/10/31/o-que-onix-rs-e-camaro-1967-tem-em-comum.htm