Para competir de forma rápida e eficiente com os carros elétricos compactos de marcas chinesas que desembarcaram no mercado brasileiro nos últimos anos, a General Motors decidiu ir por um caminho que parece ser “não tradicional”. A partir de uma parceria entre com a SAIC e a Wuling, na China, a GM lançou por aqui o Spark EUV, em agosto de 2025.
Quem conhece um pouco dos carros da Chevrolet sabe que o elétrico não tem nada das linhas atuais dos modelos da marca (a gravatinha e olhe lá…), isso porque ele nada mais é do que um Baojun Yep Plus, um compacto chinês.
A medida não é tão novidade assim no mercado, nem dentro da GM, com a plataforma GEM (Global Emerging Markets) para Onix e Tracker, feita em parceria com a SAIC, nem fora, como ocorre em outras marcas, caso da Fiat com a Titano, baseada na Changan Kaicene F70, por exemplo.
Com isso, a General Motor consegue ter um produto atraente e com preço (R$ 159.990), para incomodar Dolphin e Ora 03, para citar. Mostra disso é que com 244 emplacamentos em novembro, o carro da Chevrolet conseguiu ultrapassar o modelo da GWM (214) – mas ainda está distante dos números do BYD (802), segundo dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).
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Fábrica ‘alugada’
Quatro meses após o seu debute no Brasil, a GM começou a montar nacionalmente o Spark EUV a partir desta quinta-feira, 3.
No entanto, diferente dos modelos mais populares da Chevrolet que são produzidos no país, a montadora preferiu escolher uma fábrica multimarcas, que hoje pertence à Comexport. Inicialmente, a produção será no formato SKD.
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No Uruguai, por exemplo, há um modelo semelhante, o da Nordex, que produz para a Ford, Kia e Stellantis. Atualmente a companhia monta modelos comerciais como: Ford Transit, Citroën Jumpy, Peugeot Expert e Kia Bongo. Recentemente, a fábrica também montava a picape Fiat Titano, que foi transferida para a Argentina.
Desta maneira, a General Motors consegue fechar a conta do elétrico e estar viva nesse mercado. Para se ter uma ideia, em julho, o presidente da GM América do Sul, Santiago Chamorro, afirmou que “um Spark feito na China consegue ser mais rentável do que um Tracker [no Brasil], mesmo com os 25% de impostos de importação”, se referindo à retomada dos impostos de importação para elétricos e híbridos.



